quinta-feira, 19 de abril de 2018

Áudio envolvendo secretário vaza e provoca polêmica


Sexta-feira- 19 de abril de 2018
Secretário assegura que não ofendeu, mas que administração já foi ofendida
“Vou te mandar por e-mail um papel timbrado aqui da secretaria, aí tu bota essa tabela aí, ou tu me manda ela no word que eu boto no papel timbrado da secretaria pra fazer um ofício pra mandar pra aqueles “naba” daqueles vereadores lá. Eles reclamam que não recebem, que não sei o quê...”

O texto acima é a degravação de um áudio de 23 segundos enviado através do  whatsapp pelo secretário de esportes e turismo de Piratini, Fladimir Gonsalves, remetido para alguém ainda não esclarecido, que em seu conteúdo não há nada de  grave, mas mesmo assim, causou um mal estar entre os integrantes de todas as bancadas do legislativo piratiniense, garante o presidente, Manoel Rodrigues, do Partido Progressista (PP), que cobraram de Rodrigues explicações a serem dadas pelo Gonsalves na próxima segunda-feira, 23, às 14h nas dependências da câmara.

“ Houve uma pressão de todos os colegas, então convoquei ele porque entendemos que é um desrespeito com o legislativo. Em nossa visão há a necessidade de no mínimo uma explicação” disse Manoel Rodrigues por telefone à reportagem Eu Falei.

O presidente acrescentou que o secretário pode sim ter sido infeliz em suas colocações ao se referir aos parlamentares, mas, daqui a pouco, essa também pode ser sua opinião real sobre os integrantes da casa.
“Como secretário ele deixou a desejar e não é a primeira vez. O comportamento do Fladimir à frente da pasta é complicado” acrescentou Rodrigues.

Também por celular conversamos com Gonsalves que minimizou a situação dizendo que os termos comuns não foram usados de forma pública e sim em uma conversa particular, termos esses que em sua visão não tem a intenção de desrespeitar a instituição e não ofendem ninguém.
“Eu falava na conversa citada sobre um material de divulgação que preciso para promover um evento esportivo do município. As palavras usadas não ferem nenhuma pessoa, órgão ou entidade, e eu não tenho o mínimo interesse em fazer isso”, garantiu.

Ele disse que quem fez a divulgação do áudio, o fez sem seu conhecimento e autorização e que por ser um agente público não deve jamais se portar da forma que estão subentendendo, por exemplo, os vereadores, mas lembrou de que na casa legislativa alguns parlamentares usam em dados momentos um vocabulário no mínimo ríspido ao se referir aos atuais administradores do município.

“Somos ofendidos várias vezes. Secretários, prefeito e vice-prefeito, quando chamados de incompetentes, acusados de não termos capacidade e até mesmo de irresponsáveis, e mesmo assim, não respondemos da mesma forma”, falou.
Ao finalizar, Gonsalves disse que se por ventura alguém tenha se ofendido com o conteúdo de um diálogo informal, mesmo ele entendendo que não fez isso, pede desculpas.
Nael Rosa- 

Contato: 53-84586380
Naelrosa@nativafmpiratini.com




Polícia Civil prende quatro durante Operação Epístola

Quinta-feira- 19 de abril de 2018
Ao final da operação restaram três suspeitos para a polícia
As sirenes nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira,19, deram ciência à população da zona urbana de que a Polícia Civil estava em diligência cumprindo mandatos de busca e apreensão e também de prisão. Foi a Operação Epístola, chefiada pelo delegado Rafael Vitola Brodbeck e com participação da DEFREC de Pelotas totalizando 12 agentes.

A razão para a movimentação foi o desfecho de uma investigação que inicialmente tinha dois personagens com papéis totalmente distintos: suspeito e testemunha. Sem dar iniciais, idades ou outros dados geralmente fornecidos devidos às razões policiais, Brodbeck contou em coletiva que os fatos tiveram inicio quando um homem foi demitido de uma determinada empresa em Piratini. A seguir o empregador e outras pessoas passaram a receber cartas ameaçadoras e posteriormente mensagens de texto via celular, que também exigiam certas quantias em dinheiro, ou seja, configurava-se aí o crime de extorsão ou sua tentativa.

Na delegacia uma mulher, a testemunha, depôs e afirmou que o homem apontado como único suspeito era o autor das correspondências. Mas para os policiais algo não batia.
- Ele negava ser o emissor e pelo estado emocional e psicológico dele demonstrava para nós a sua possível inocência – revelou o delegado.

Foi então que o chefe da investigação, inspetor Luciano Dutra, encontrou uma letra na assinatura dos textos ameaçadores que o levou para outro a caminho e quem acusava passou a ser investigada como provável autora.

Revisando arquivos os agentes se deparam com ocorrências de naturezas parecidas a envolvendo, o que levou ao delegado requisitar o exame grafotécnico, um comparativo de letras para saber se a escrita pertence à mesma pessoa.

Ao fazer isso, Brodbeck contou que no mesmo dia as cartas cessaram e as ameaças e exigência de quantias passaram a chegar por um celular com o número da operadora Claro, o que tornou fácil através dos mecanismos judiciais à disposição, a polícia chegar ao nome de quem pertencia o chip cadastrado. Para a surpresa da Civil, a dona do mesmo tinha parentesco com a inicial testemunha e agora uma das suspeitas dos crimes.

Com base também nisso a polícia pediu a prisão temporária da dona do telefone, mas, durante a operação de hoje acabou descobrindo, ao flagrar o número, que as mensagens na verdade também partiam daquela que se transformou em única suspeita. Motivo: ela possuía os dados cadastrais e  pessoais da outra mulher por já ter contratado a mesma como babá de seu filho, o que viabilizou o cadastro do chip.

Tendo um segundo inocente também envolvido nessa verdadeira teia para ameaçar e extorquir, o delegado requisitou junto ao magistrado a revogação da prisão de uma das mulheres devido a essa ser inocente,  e prendeu a verdadeira culpada e outros dois homens.
Nael Rosa- 
Contato: 53-84586380
Naelrosa@nativafmpiratini.com

terça-feira, 17 de abril de 2018

Cadela em sala de aula recebe carinho dos alunos

Quarta-feira- 17 de abril de 2018
Cercada de carinho, Belinha acompanha as lições dadas aos alunos
Ela não tem e, ao que contam, nem gosta de ter residência fixa. É tão dócil que impede de a direção do Instituto de Educação Ponche Verde a expulse até mesmo da sala durante as reuniões de professores e, dado o devido desconto, sabe-se que ela também é cheia de atitudes, pois recentemente em um enlace matrimonial, entrou na igreja e sem se importar com toda pompa e circunstância que envolve um casamento primeiro sentou-se e depois permaneceu deitada no longo véu da noiva.
Parte dessa narrativa é da professora Nara Terezinha, só mais uma das fãs que a cadela Belinha tem não só no educandário onde vive cercada de carinho, mas de muitas e muitas pessoas da comunidade de Piratini que há ao menos três anos adotou a bichinho que ninguém sabe como, quando e de onde surgiu.
 “Dizem, mas isso não foi confirmado, que ela veio seguindo a chama crioula buscada em Pinheiro Machado em 2015, e que quando cansava os cavalarianos a colocavam no caminhão que dava assistência durante o percurso para que descansasse um pouco e logo a seguir seguisse viagem”, conta a professora Nara.
Como Belinha tem a permissão dos gestores e o carinho dos aprendizes, enquanto fazíamos a reportagem ela recebia em sala de aula os afagos de todos que se apertavam para saírem nas fotos realizadas para ilustrar a matéria.
“Ela parece que sabe os horários da escola. Às 07:30 h pode cuidar que lá vem Belinha atravessando a rua. Depois vai embora meio dia e 13h, horário da tarde, retorna para ficar em meio e  inclusive merendar com os estudantes”, garante Nara.
Entre as preferências da simpática cadelinha ainda estão carreatas para comemoração de títulos da dupla Gre- Nal, missas e visitas ao Museu Histórico Farroupilha.
Nael Rosa- 

Contato: 53-84586380
Naelrosa@nativafmpiratini.com


Caridade: mãe chora ao receber leite para os filhos


Terça-feira- 17 de abril de 2018
Lisiane ficou extremamente feliz com o leite, único alimento a dar aos filhos
Quando a solidariedade, mesmo que muitas vezes por momentos vence a fome, provoca emoção. Foi em lágrimas, principalmente de gratidão, que uma mãe moradora do Bairro Padre Reinaldo recebeu a doação de cinco caixas de leite na terça-feira, 17, doadas pela comunidade depois de um apelo feito por terceiros pela rede social.

Lisiane da Silva Nunes, 29 anos, é mãe de três filhos, de 07, 14 anos e do caçula Vitor Samuel que no princípio de abril já havia emocionado muitos internautas devido sua progenitora, ao não ter fraldas descartáveis devido à péssima situação econômica, usar nele sacolas de supermercado para tentar em vão conter a urina.

Com três contas d’água atrasada, num total de R$ 400,00 e o fornecimento interrompido, a família ainda formada por pai e mãe ultimamente tem visto a hora das refeições chegarem e terminarem sem ter o que servir nos pratos da cozinha da humilde residência.
“Não sei mais o que faço. Quero trabalhar, fazer qualquer coisa, mas já distribuí currículo por toda cidade e ninguém me chama ou quando sei que há vagas ao chegar já há outro escolhido”, lamenta a mãe que só tem um abrigo devido a este ter sido compartilhado com ela pelos pais.

Lisiane revela que a renda total, (ao menos da parte dela, já que o pai é aposentado e ganha um salário mínimo)  quando é paga em dia não ultrapassa R$ 350.00, o que não ocorre há algum tempo, pois ao filho menor nunca fui pago pensão, assim, a totalidade do que entra a cada inicio de mês vem do Bolsa Família e da pensão de um dos outros filhos, por hora atrasada há dois meses.

Exemplificando sua extrema necessidade, ela relembra as várias vezes em que, sem saída, usou o único recurso disponível ao trocar o filho Vitor.
“Há outras possibilidades, eu sei. Uma é no desespero acabar roubando e a outra seria  vender meu corpo, caminhos possíveis para dar o que comer e vestir aos meus filhos, mas isso acho degradante, errado e feio, então preferi sair pedindo fraldas e como não consegui ajuda de ninguém passei a usar as sacolas plásticas”, relata.

Quem quiser ajudar na religação da água ou doar alimentos para a família de seis pessoas, faça contato com: 9-8458 6380 ou 9-9950 2151.
Nael Rosa- 
Contato: 53-84586380
Naelrosa@nativafmpiratini.com

Pais de Arthur agora tentam ajudar mães com HDC

Terça-feira- 17 de abril de 2017
Depois da perda é hora de amparar quem passa pelo mesmo problema
Três meses e meio após a partida de Arthur que seria o primeiro filho de uma união de 15 anos com o marido Rubilar Dias, 38, um sorriso, mesmo que leve ainda é um desafio para Ana Paula D´Ávila, 30 anos que poderia o que não é incomum, se fechar em torno de sua dor, mas, assim como muitas mães espalhadas pelo país que perderam seus filhos logo após parto, caso de Arthur que foi a óbito 47 minutos depois de nascer de parto prematuro no primeiro dia de 2018, ela que tenta voltar à vida normal em um ritmo lento e aceitável. Ana passou a trocar experiências com outras progenitoras pelas redes sociais que assim como ela perderam ou que venceram contra batalha para a Hérnia Diafragmática Congênita, ou HDC.

A malformação que atinge um bebê a cada 2.500 partos, dá às crianças  apenas 30% de chances de sobreviver, mas para isso, é necessário, assim que a doença é descoberta, correr para a capital paulista, e esse, na opinião de Ana, é um dos problemas que deveria ser resolvido pelos que tem o poder de mudar a realidade as saúde no Brasil.

“HDC na verdade é uma hérnia que se forma entre os órgãos localizados no abdômen  e no caso do nosso Arthur, que estava com os pulmões comprimidos por ela já que a doença faz inclusive o estomago se deslocar para cima, descobrimos apenas dia 20 de dezembro,  do ano passado, 12 dias antes de ele falecer e ele partiu um dia antes de embarcar para São Paulo, onde no Hospital das Clínicas eu iria realizar, depois de exames uma cirurgia intrauterina” explica a mãe.

Para ela deveria existir no mínimo uma instituição pelo Sistema Único de Saúde em cada capital do país aparelhado, em condições para não só fazer o procedimento, a intervenção no útero, mas também a operação após o nascimento, caso os sinais da criança estabilizem, o que é outro desafio para os médicos.

“Eu e todas as mães de outras cidades, capitais e Estados tínhamos ou temos que nos deslocar para São Paulo, local que eu não consigo ter a dimensão de tamanho, que dificulta a questão financeira e também estrutural, pois temos que passar um logo período pernoitando em casas de passagem, muitas vezes distantes do hospital e para grande parte das mães pesa e muito a questão financeira” avalia.

Para se ajudar e, principalmente para se ajudar além das sessões de psicologia Ana passou a fazer parte de grupos nas redes sociais de mães que passaram ou passam pela experiência da HDC.

Depois de duas experiências não bem sucedidas, pois os mesmos traziam há ela muito sofrimento devido ao conteúdo, foi hora de passar a fazer parte do “HDC”, Pequenos Guerreiros, Grandes Milagres”, grupo que troca experiências, dá sugestões, amparo e claro, também divide alegrias.

”Entrei em outros grupos de mães que gestavam ou perderam seus filhos com a hérnia, mas os relatos e fotos eram muito fortes. Então fui aconselhada por minha terapeuta a me retirar, pois tudo lia ou via não ajudava na minha recuperação. Eu e ela entendemos que ainda não estou em condições de apoiar ninguém, preciso pensar em mim”, finalizou.

Em dois dias, dia 19, o calendário de abril marca o Dia Internacional de Conscientização do HDC, certamente uma oportunidade onde além de saudades dos bebês que não resistiram à doença, haverá também relatos de alegria e de batalhas vencidas contra a mesma.
Nael Rosa- 
Contato: 53-84586380
Naelrosa@nativafmpiratini.com