sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Frota sucateada da prefeitura deverá ir a leilão

Sexta-feira- 26 de janeiro de 2018
Na Alaor Tarouco, dezenas de veículos em desuso aguardam leilão
A notícia de que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente está fechando o cerco em torno dos proprietários de oficinas mecânicas que depositam sucata de veículos automotores em vias públicas e também em terrenos, mesmo que particulares, assunto que foi destaque no Eu Falei na quarta-feira, 24, rendeu críticas à prefeitura nas redes sociais já que a mesma possui o maior número de carcaças da cidade reunidas na área da Escola Alaor Tarouco, também chamada de Escola Agrícola.
- Será que o cemitério de veículos da prefeitura também se enquadra nessa irregularidade-  questionou o leitor Jones Schneid Vieira.

Levamos a questão para André Lopes Pereira, o Deca, que responde momentaneamente pela pasta de meio ambiente responsável por enquadrar dois proprietários de mecânicas que estão ferindo a lei e, praticando com isso crime ambiental, o que pode render multa mínima de R$ 5.000,00 e um processo judicial que poderá resultar em 1 a 4 anos de reclusão.

Deca concordou que uma significativa parte da frota da prefeitura que entrou em desuso nos últimos anos polui tanto quanto as que estão proibidas de estarem expostas, principalmente no perímetro urbano, mas justificou.
- Não faço parte da comissão de leilões, mas fiz contato com eles e a informação que obtive é que já estão atuando na montagem dos lotes para posteriormente ser lançado o edital de leilão, assim as carcaças serão leiloadas – garantiu o secretário.

Ele informou ainda que tudo que estava ativo junto ao DETRAN já foi dado baixa, etapa imprescindível para que a administração possa vender os veículos inativos como sucata.
- É sim uma preocupação da prefeitura ser exemplo para depois cobrar, por isso já nos organizamos –concluiu.
Nael Rosa- redator responsável
Contato: 53-84586380

Naelrosa@nativafmpiratini.com

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Não há mais esperança: exame de Flor confirma SMARD

Quinta-feira- 25 de janeiro de 2018
Flor tem SMARD e a expectativa de vida dada pelos médicos é de um ano e meio
Infelizmente reduziram drasticamente as esperanças de Jaqueline Alves Nascimento e Luís Paulo Mouller, o Murrão, pais da menina Maria Flor, 06 meses, que há cinco meses circula por hospitais da região e também de Canoas e Porto Alegre. Na tarde de ontem, 24, em uma reunião somente com o casal e uma das geneticistas do Hospital de Clínicas (HC) na capital gaúcha, foi revelado o resultado do exame chamado painel de genético, um dos dois requisitados pela mãe de Flor e que teve o material analisado nos Estados Unidos e pago com recursos doados pela comunidade de Piratini, cerca de R$ 12.800,00.

O teste no material coletado há 30 dias confirmou que a bebê tem realmente SMARD, doença rara com poucos casos registrados no mundo e que atrofia os músculos do corpo e estes comprimem inclusive os pulmões. A patologia não tem tratamento, portanto não tem cura.
Flor hoje se encontra na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), do Hospital São Francisco de Paula, Pelotas, onde respira com a ajuda de aparelhos, pois os pulmões já estão bastante comprometidos e o diafragma paralisado, precisa 24 horas da ajuda do respirador mecânico que faz o papel dos órgãos.

Diante do resultado do exame, Jaqueline, que, quando a junta médica do HC fechou o diagnóstico de para SMARD se recusou a aceita-lo, decidiu não ir adiante pagando mais R$ 9.500,00 para a realização também no exterior do exame Exoma, o mais avançado dos testes para este tipo de síndrome.
- A esperança de tê-la nos meus braços com saúde e forte acabou. É como se o mundo parasse. O medo agora é real. Medo do futuro, do amanhã, pois a perda já é certa. Temo cair e não conseguir levantar. Idealizei todo um futuro, ela é meu sonho realizado, o que faço agora? Aproveito o hoje? Me conformo? Para mim isso não é o suficiente já que sou mãe dessa criança e nem nos meus piores pensamentos imaginei que iria colocar uma filha no mundo só para vê-la partir-desabafou Jaqueline.
Com a confirmação para SMARD, a especialista em genética informou aos pais que, tanto o casal como os outros dois filhos de Jaqueline gerados em outra união, de 03 e 11 anos, tem direito a terem o material coletado em Porto Alegre para que este também seja enviado para os Estados Unidos. Com isso será possível dizer se em outra gestação há o risco da mesma síndrome para o bebê, assim como revelar se os futuros netos da mãe podem também ser acometidos da mesma doença Para estes quatro novos exames, o custo será de no máximo R$ 600,00, valor cobrado pelo envio.
Outra decisão será tentar transferir outra vez Maria Flor para o Hospital de Clínicas onde há o que chamam de “atendimento humanizado”, o que permite entre outras coisas uma permanência continua dos pais com seus filhos na UTI onde Flor deve permanecer.
A expectativa de vida dada pelos médicos para Maria Flor é de no máximo um ano e meio. Ela já tem 06 meses, mas, há um caso em Santa Catarina em que um menino já alcançou três anos.
Para quem quiser colaborar com a causa, Conta poupança do Banco do Brasil, número: 14.614-5, agência 09660, em nome de Jaqueline Alves Nascimento e Agência Banrisul número 0775, Conta Corrente-350789920.6 em nome de Luís Paulo Mouler.
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Nael Rosa- redator responsável
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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

SEMA aperta o cerco e sucatas deverão ser retiradas

Quarta-feira- 24 de janeiro de 2018
Responsáveis podem pagar multa e serem condenados por crime ambiental
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMA) está apertando o cerco em relação aos proprietários de oficinas, na maioria, mecânicas, e muito raramente de estética automotivas (chapeamento e pintura), que ao longo dos anos acumularam sucatas de veículos automotores e as mantém em vias públicas ou terrenos baldios.

E é preciso levar o assunto a sério, afinal, além da multa que começa em 5 mil reais e pode se estender até 50 milhões, o que é claro esta última cifra não é para casos possíveis em Piratini, o responsável por este crime que é considerado ambiental, pode pegar 01 a 04 anos de reclusão.

Duas situações estão com o prazo de adequação concedido pela secretaria quase se esgotando e, segundo a bióloga Fabiane Borba Bergmann, fiscal ambiental, o próximo passo será a aplicação da sanção administrativa. Ela cita as desvantagens que esse tipo de material acarreta para quem mora ou tem um imóvel próximo ou ao longo da via onde eles estão depositados.
- O despejo de sucata em local irregular ou inadequado causa primeiramente um impacto estético visual. Terrenos baldios e principalmente as residências em frente passam uma impressão de estarem mal cuidadas, sujas. Considera-se também uma depreciação do imóvel e sua imediata desvalorização no momento da comercialização, se for o caso – entende a bióloga.

Ao citar o meio ambiente, ela lembra que o principal componente do que fica depositado em solo permeável é o ferro. Muitas vezes também conforme Fabiane, essas sucatas contém vestígios de óleo e graxa, danosos ao solo e indo mais além, também metais pesados como cobre e chumbo, isso tudo pode sim contaminar em uma última fase a água.
- Acrescentamos que isso ainda é um problema de saúde pública, afinal, no que restou do que já foi um carro um dia pode ocorrer à proliferação de animais vetores de doenças como ratos, mosquitos, moscas, baratas e formigas, responsáveis pela transmissão de doenças como a leptospirose, disenteria, diarreias, febre amarela e dengue – frisa.

 A partir da denúncia que pode ser feita pela comunidade à PATRAM, Ministério Público e Secretaria Municipal de Meio Ambiente, esta última responsável pela intervenção administrativa e que concede notifica o autor a quem é dado um prazo curto para que dê solução à situação dando um destino adequado às sucatas fazendo contato e contratando uma empresa licenciada para este tipo de recolhimento, sendo a mais próxima localizada em Canguçu, a 58 quilômetros de Piratini pela ERS 265.

Conforme a legislação, a lei de crimes ambientais também para o caso abordado está assegurada no artigo 54 que diz: causar poluição de qualquer natureza, em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou ainda a destruição significativa da flora.

Já as sanções e infrações administrativas estão previstas no Decreto nº 6514/2008, rezando em seu artigo 61 que: causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade ou destruição significativa da biodiversidade.
Nael Rosa- redator responsável
Contato: 53-84586380

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terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Oito anos depois pais falam da dor de perder Fayller

Quarta-feira- 23 de janeiro de 2017
Diante da dor, casal optou pela prevenção dos perigos que as águas oferecem
- A gente vai morrer assim, então só esperamos que um dia Deus permita que nos encontremos com ele, pois até hoje é impossível pensar que ficamos sozinhos no mundo depois de ter um filho maravilhoso. Meu o coração está sempre partido e, em tudo que olho parece que eu vou ver ele -
Foi com essa frase triste e dita entre lágrimas que Amilton Ronei Madruga, 56 anos, o popular Tachinha, resumiu a dor dele e da esposa, Sônia Madruga, 58, causada pela ferida aberta há oito anos quando ele teve que assistir um PM tirar seu único filho das águas do Rio Piratini, ao lado da ponte do costa.

Com o objetivo de alertar outra vez para o risco iminente de nos refrescarmos em locais que não contam com a presença de salva-vidas, ou seja, a grande maioria, como lagos, rios, açudes e riachos, que o blog Eu Falei convenceu o casal a falar pela primeira vez com a imprensa sobre a tragédia familiar ocorrida em 2010, quando Fayller Madruga estava há menos de um mês de completar 22 anos.
- Até hoje, eu não sei como se deu o fato. Lembro que meu filho saiu para ir à Festa do Sorvete e nós saímos meia hora depois para encontra-lo no balneário municipal, logo a seguir, recebemos a noticia – recorda o pai que revelou: Fayller não sabia nadar.

Para a mãe o sentimento de dor obviamente não é diferente, mas, durante os relatos ela preferiu lembrar-se do comportamento e jeito de ser do filho.
- Ele era uma benção. Alegre, extrovertido, obediente. Nunca tivemos problemas com ele relacionados a nada, sempre nos pediu orientação, enfim, sempre fomos muito família- comenta Sônia.
Dar dor à prevenção
Helenice Ávila, atual presidenta do Rotary Clube Piratini, estava, por ser na época do Rotaract, uma das alas da família rotária, colaborando com a organização e realização do maior evento da entidade (Festa do Sorvete) no dia trágico. Ela foi convidada por nossa reportagem, juntamente com o atual presidente do Rotaract, Lucas Segatto, a participar da entrevista com Tachinha e Sônia.

Ela relembrou que à época, Eduardo Andrade, também participante, foi um dos que teve a ideia de convencer, um ano depois do fato, mesmo ainda em meio à dor, os pais do jovem a permitirem que o nome do filho deles batizasse uma campanha de conscientização que alerta para os riscos e perigos de tomar de banho em locais desprotegidos.
- Ele era do Interact, assim sempre fomos muito próximos da família e o que ocorreu nos abalou muito, então, a intenção foi e ainda é, fazer com que isso não ocorra em outras famílias, assim nasceu com a autorização deles a campanha “Na onda da paz Fayller Madruga” relembra Helenise.

Ela diz acreditar que toda a ação neste sentido é mais para despertar a conscientização e acredita que estas conseguem anualmente chamar a atenção de algumas pessoas para o perigo.
- Sabemos que após a tragédia que nos acometeu ocorreram outros casos de afogamentos em Piratini e, infelizmente, vai acontecer outra vez, mas nosso esforço é válido para que as pessoas em algum momento parem, nos escutem e analisem, afinal não tem volta então. nossa preocupação aos olhos de alguns pode parecer tímida, mas  temos certeza que alguém vai nos escutar – conclui.

Ao final, Sônia revelou que chegou a requisitar a colocação de uma placa no local do corrido alertando para o perigo daquelas águas, já Tachinha, disse que quando lhes foi pedida a autorização para o batismo da campanha eles concordaram imediatamente. Ele alertou que no mesmo local em que perdeu o filho já se afogaram outras seis pessoas.
- Muitos morreram ali. É preciso que haja a consciência, é preciso prevenir porque realmente é muito perigoso – finaliza.
Nael Rosa- redator responsável
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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

BM vai multar quem não obedecer a lei da cadeirinha

Segunda-feira- 22 de janeiro de 2018
Comandante garante que fiscalização será permanente e infratores multados
A partir de fevereiro a Brigada Militar que em Piratini corresponde ao 4º Pelotão, começará a autuar motoristas de veículos particulares que estiverem por ventura transportando crianças de 0 a 10 anos em desacordo com duas resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) que permitem ao policial também no perímetro urbano penalizar com multa gravíssima, hoje em torno de R$ 293,47 e 07 pontos na CNH, o condutor que não usar os dispositivos de segurança que depois de criados e exigidos reduziram as mortes dessa faixa etária em 71% e internações em 69%, portanto são fundamentais para a segurança, afirmou o tenente Carlos Ricardo Volz Müller, agora comandante da BM local juntamente com o soldado Daniel Pedra.

- Atendemos uma ocorrência recentemente em que dois carros se chocaram de frente. Quando chegamos ao local a criança estava sentada na cadeirinha brincando e sorrindo. Isso é a prova de que funciona – argumentou Pedra.

Já o comandante frisou que muitas vezes o dispositivo exigido está em casa e até no próprio carro, mas a criança trafega sem proteção.
- Temos que aplicar a legislação baseado no artigo 168 do Código de Trânsito Brasileiro. Lamento não estarmos em período de ano letivo, pois a intenção é desenvolver uma cartilha de orientação também sobre o assunto para levar a educação no trânsito até às escolas – disse Müller.

Ele acrescentou que para quem não sabe usar o bebê conforto, a cadeirinha e o assento de elevação, poderá contar com a corporação se dirigindo inclusive até o Pelotão para que possamos instruir- ampliou o comandante.

Ele ainda chamou a atenção para as exceções que são para veículos automotores fabricados na década de 70, caminhonetes de banco único, e dos nos anos 80, como Saveiro e atualmente outros utilitários que também tenham um só banco.. Nesses casos os dispositivos de segurança devem ser instalados mesmo que a criança trafegue na parte da frente, mas o proprietário deve procurar alguém capacitado para trocar o cinto de duas para três pontas.
Outro ponto importante são os táxis ou veículos de lotação que estão isentos de ter que disponibilizar os dispositivos para os passageiros dessas faixas.

Retomando a questão da punibilidade, Pedra citou as estatísticas mórbidas do trânsito brasileiro que justificam o endurecimento das autoridades competentes na fiscalização e autuação.
- A física explica e comprova: numa colisão frontal a 30 quilômetros, o que estiver solto dentro do carro será arremessado ao dobro dessa velocidade. Vale lembrar que a cada 15 minutos um brasileiro perde a vida o trânsito e a cada 60 segundos uma pessoa é mutilada, então, mais grave que a multa e os pontos na carteira são o que um acidente poderá acarretar para seu filho – concluiu.
Novas regras:
Bebê conforto: utilizar para crianças de 0 a 2 anos- posiciona-lo de costas para o motorista.
Cadeirinha: utilizar para crianças de 02 a 4 anos
Assento de elevação: 04 a 7,5 anos.  

De 7, 5 anos até 10 anos- Crianças devem ocupar o banco traseiro e utilizarem o cinto de segurança.
Nael Rosa- redator responsável
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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Patram realiza operação conjunta no Orlando Franco

Quinta-feira, 18 de janeiro de 2017

400 litros de agrotóxicos foram apreendidos
Na manhã de ontem, 17, a PATRAM - patrulha versão ambiental da Brigada Militar-Pelotas, realizou atividade de operação conjunta com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Piratini.
O objetivo era o combate aos crimes de natureza ambiental e abigeatos incidentes na região.
Em uma propriedade na localidade de Orlando Franco, os policiais constataram que pelo menos um hectare de mata nativa foi completamente suprimido ilegalmente.

Ainda nas instalações desta propriedade os agentes constataram que  uma grande quantidade de agrotóxicos era irregularmente armazenada e são classificados como produtos perigosos, condutas estas tipificadas como crime pela Lei dos Crimes Ambientais. 
Diante dos fatos o responsável pela propriedade foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil para registro Policial.
Aproximadamente 400 litros de diferentes agrotóxicos foram apreendidos e encaminhados pelo responsável a local adequado.

Assessoria de Imprensa- Patram