quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Witter Veículos VENDE:


Peugeot 206 Selection 2002

- Motor 1.0
- Trava elétrica
- Alarme
- Quatro pneus novos
- Veículo com mecânica toda revisada
- Carro com apenas dois donos
R$ 14 mil (aceitamos veículo na troca)
Outras informações pelos telefones (53) 3248-1387, (53) 9921-9063, ou ainda na Rua Dr. Barcelos, 403, esquina Florentino Bueno, em Pinheiro Machado. 

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Tragédia: praticante de caminhada morre na 702


Motorista mostra o carro e garante ausência de culpa
A busca por saúde através da pratica de caminhada, atividade comum durante o verão na ERS 702, rodovia de Piratini, terminou em tragédia para a família Gonçalves Luçardo no início da noite desta quarta-feira.
Pouco antes das 20 horas, a idosa Deloa Luçardo Gonçalves, 63 anos, realizava junto à irmã, Sirlei Gonçalves, seu exercício físico rotineiro quando foi colhida por uma Parati conduzida Santo Egídio Leal, 56 anos, que se dirigia ao Padre Reinaldo, bairro onde reside.
Segundo informações, Deloa possivelmente teria se assustado com a proximidade de outro  veículo, trator, que circulava no sentido contrário e, repentinamente mudou de lado, atravessando a rodovia. A versão é semelhante a do condutor da Parati.
- Eu buzinei e reduzi a velocidade quando percebi o perigo, mas ela surgiu de repente na frente do carro e eu não tive o que fazer – contou Egídio.
Por volta das 22:30, com a chegada do delegado Paulo Costa e a checagem dos  documentos do condutor, descobriu-se que ele não possui carteira de motorista.
Não está descartada, em virtude da aparência do corpo e de relatos da própria irmã, que a vítima tenha sofrido um mal súbito.
Familiares que chagaram ao local do fato passaram mal e foram conduzidos ao Pronto Atendimento de Piratini.
 O corpo ainda aguarda a chegada dos peritos e do IML e a previsão é que a liberação  para a realização da autópsia em Pelotas ocorra somente por volta da meia noite.

Estado bate o martelo e INSS será construído no terreno


Área ultrapassa oito mil metros quadrados
Coube a Tarso decidir e ele decidiu. O governador recebeu a missão de finalizar a discussão em torno da construção da Agencia do Instituto Nacional de Seguridade Social, INSS, no terreno  onde foi construído na década de 70 a Escola  Estadual Rui Ramos, requisitante  do total da área que ultrapassa oito mil metros.
Através das secretarias de Educação e Administração, Genro se posicionou favorável à construção do prédio nos 1800 metros quadrados doados pela prefeitura à previdência em 2008.
A decisão foi tomada na última segunda-feira em uma reunião agendada pelo deputado federal Dionílso Marcon e com presença do vereador eleito por Piratini Lourenço de Souza, ambos petistas.
Hoje pela manhã,  o parlamentar federal participou do Programa Bom Dia Nativa quando abordou o tema que classificou como um “mal entendido” por parte daqueles que entendiam que o terreno pertencia ao Estado.
Dep. fed Dionilson Marcon
- Acabou essa novela. A área pertence ao município porque nunca foi regularizada a doação ao Estado. Já há licitação, a prefeitura pode atuar no terreno e em breve o INSS dará inicio à construção a essa agência que vejo como um gesto humanitária, que vai beneficiar a população de Piratini  que não precisará mais se deslocar à Pelotas e Canguçu. Foi uma vitória da comunidade e da educação - classificou Marcon.
A referência à educação é por ter ficado acordado que o município desta vez sim, fará oficialmente a doação do restante do terreno ao Estado, algo em torno de 6.000 mil metros quadrados, para que a escola possa aplicar verbas federais na ampliação do educandário.

A agência de Piratini, integra um plano de expansão do governo federal para o Instituto de Previdência que soma 22 novos postos no Rio Grande do Sul. Nela será possível encaminhar diversos benefícios como Auxílio Doença, Licença maternidade e aposentadorias

Eva: o talento para produzir o alimento sagrado


Roscas gigantes custam R$ 6.00
O talento para produzir os tradicionais pães de casa, preferidos por seu sabor diferenciado e sem adição de produtos químicos além do fermento, para Eva de Souza Peres é visto como hereditário e foi aperfeiçoado na infância e juventude convivida em família, onde a mãe Edithe mantinha os filhos atentos e envolvidos em todo o processo de confecção do alimento sagrado.

A filha assimilou os ensinamentos e já casada manteve um forno artesanal construído com tijolos no quintal de casa e onde toda vizinhança assava seus pães para ao final, reunir-se e saborear popular “de cada dia”, regado ao bom chimarrão.
A atividade coletiva foi deixada de lado após a morte de uma das integrantes do grupo e para não se distanciar do que considera um dos seus grandes prazeres da vida, Eva transformou a garagem em um mini- panifício caseiro nde há quinze anos a aposentada encanta a clientela que consome todas as 120 unidades diárias.

Arte do panifício caseiro foi ensinada pela mãe
A rotina, inclusive aos domingos, começa com o nascer do sol, às 06 horas da manhã sendo sempre encarada com alegria, ingrediente apontado como o segredo para o crescimento da massa que irá ainda se transformar em versões com torresmo, bolachinhas de nata e roscas integrais.
- Aprendi com minha mãe e faço porque adoro esticar, sovar e assar. Já estou aposentada e não precisaria trabalhar, mas faço por prazer – disse dona Eva à reportagem, sem interromper o processo e, ao colocar mais uma forma no forno industrial, um dos três equipamentos comprados com a renda da produção, o que proporcionou aumentar a produção.

Roscas integram produção diária
O sucesso local atravessou fronteiras e hoje, os pães são consumidos não só em outros municípios da zona sul e fronteira, mas também enfeitam mesas e alimentam famílias durante cafés na capital, Porto Alegre e até em São Paulo.
- Tem um cliente paulista que leva pães para mais ou menos uns dois meses, o que é possível, pois ele coloca na geladeira e na hora de consumir põe no micro-ondas – conta cheia de orgulho do resultado extraído dos 45 quilos diários de farinha que através de suas mãos transformam- se nos populares pães da Eva, que diante do valor pago atualmente pelo produto no país custam relativamente baratos.
Esta rosca gigante usada para posar para a foto, por exemplo, é vendida por R$ 6,00. O pão médio R$ 4,00 e pequeno 0,40 centavos.




Para início de conversa ...

                       
                                                                                  Paulo Eduardo Dias Taddei

                        Em primeiro lugar, quero agradecer ao Nael, pelo convite para participar, como um dos colunistas, de seu “Jornal Eletrônico”: é um privilégio, Nael!
                        Em segundo lugar, abraçar a todos e todas que valorizam o trabalho deste jovem jornalista. É necessário que valorizemos o trabalho que é feito aqui, por pessoas que aqui vivem, sem, claro, fechar as portas para o mundo.
                        Por uma questão de honestidade e de respeito a cada leitor e leitora deste Jornal, sinto-me no dever de, antes de escrever qualquer coisa, apresentar-me, e, em apresentando-me, apresentar, ainda que superficialmente, por razões óbvias, a minha visão de mundo, para que ninguém se engane ou se sinta enganado, porque ninguém é neutro: todos nós somos o resultado inacabado de nossas construções históricas, onde se situam nossas crenças e convicções.
                        Por que faço isso? Como disse, por honestidade e respeito. Fico um pouco contrariado com tantos quantos se proclamam neutros ou imparciais, para, dissimuladamente, introduzir (ou tentar) suas “visões de mundo” – e até partidárias –  como se nada tivessem com elas ou, no mínimo, para dar um certo “ar de impessoalidade”  (ou pseuda respeitabilidade) àquilo que afirmam.
                        Com efeito, apenas para dar um exemplo, ao ler um jornal, ouvir rádio, ver TV ou ler um livro, podemos perfeitamente captar a ideologia que está por trás de cada uma dessas modalidades de informação, ou de conhecimento, no caso do livro, dependendo do objetivo da obra, é claro.
                        Ressalto ainda que “visão de mundo” não tem necessariamente uma relação com opção partidária, sobretudo pela situação em que se encontram hoje a maioria dos partidos brasileiros. Assim, “visão de mundo” é algo muito mais profundo, pois diz respeito a uma postura perante a vida, ao mundo e a humanidade. Ela mexe com questões estruturais e não meramente conjunturais.
                        Há, por exemplo, quem faça da religião, sua concepção de mundo, permeando a maioria de suas ações e reflexões com base nos princípios e fundamentos de sua crença. Por outro lado, há quem faça de um “projeto de sociedade” a sua concepção de mundo, ao defender uma sociedade na qual o trabalho deve servir ao capital ou, ao contrário, ao proclamar uma sociedade na qual o capital deve servir ao trabalho. Estes são apenas alguns exemplos de visões ou concepções de mundo.
                        Claro, que sabemos também que neste momento histórico, chamado por muitos pensadores de pós-modernidade, as concepções de mundo ou as “questões estruturais” cederam lugar ao superficial, ao efêmero, pois, de uma forma geral, a humanidade vive apenas conjunturalmente, não tendo sequer uma breve visão do estrutural. É a conhecida “sociedade do espetáculo”: um grande circo no qual a maioria da humanidade protagoniza o papel do “palhaço/consumidor”.
                        Não se pode esquecer, falando nisso, que olhar é diferente de ver. A maioria olha, mas não vê, e não vê porque não reflete sobre aquilo que olha, até mesmo porque não dispõe de instrumentos para tanto. Assim, fica muito fácil o fenômeno do adestramento de seres humanos, por um grupo que dita todas as regras de uma sociedade, transformando o povo em simples “massa de manobra” ou em um coletivo de consumidores e contribuintes. Tudo se torna natural! E todos aceitam o “natural” como imutável, prorrogando o inacreditável: o domínio de muito poucos sobre quase todos. Por isso digo que a minha utopia não é algo inatingível ou um produto da ficção, pois inacreditável mesmo é o que acontece diante de nossos olhos diariamente: alguns poucos parasitas espertalhões dominando de forma quase absoluta uma humanidade coisificada e alienada.
                        Pois bem: para que ninguém se engane: minha utopia é a construção de uma nova sociedade: uma sociedade na qual o trabalho prevaleça sobre o capital, ou seja, para ser mais preciso: uma sociedade na qual as mercadorias sejam menos importantes do que o ser humano; o ter seja menos importante que o ser, independentemente de sua condição social. Preciso dizer mais?






terça-feira, 30 de outubro de 2012

265, entre Piratini e Pinheiro Machado está abandonada

             Foto: Moisés Vasconcellos
prejuízos para o setor de transportes devido às más condições da rodovia
Os cerca de 35 quilômetros da ERS-265, desde a BR-293, em Pinheiro Machado, até a localidade do Cancelão, em Piratini, estão abandonados. A rodovia de chão batido, de responsabilidade do Estado e sob a jurisdição da superintendência do Daer de Bagé, não recebe obras de recuperação há mais de um ano, segundo os usuários. O trecho, pertencente ao município de Pinheiro Machado é margeado por propriedades rurais, a maioria voltada à atividade pecuária. 

De acordo com a presidente do Sindicato Rural de Pinheiro Machado, Jaqueline Fagundes Maciel, produtores dos dois municípios encontram sérias dificuldades na hora de escoar sua produção, basicamente pecuária, o que causa prejuízos tanto para a indústria frigorífica quanto para os pecuaristas, por causa das lesões causadas nos animais durante o transporte.
Segundo a pecuarista, o setor de transportes também contabiliza prejuízos devido às más condições da rodovia e isso gera aumento no custo do transporte que muitas vezes é repassado ao produtor.
Valetas inviabilizam o tráfego
Desde o entroncamento com a BR-293, o trecho se encontra totalmente cortado por valetas, de ponto em ponto, algumas de grande profundidade e que inviabilizam o tráfego durante a noite, sob pena do motorista correr sérios riscos de sofrer um acidente. As últimas chuvas, ocorridas no início deste mês, prejudicaram ainda mais a rodovia, que necessita de manutenção com aterro, embueiramento e encascalhamento.
Mesmo durante o dia, a velocidade máxima empreendida é de 30 a 40 quilômetros por hora, o que aumenta em muito o tempo de deslocamento. Existem em torno de 40 propriedades na margem da rodovia, que exploram desde a pecuária, plantio de oliveiras, vitivinicultura, agricultura, fruticultura e plantação de eucaliptos.
O que diz o Daer
O Daer, através da sua diretoria de Gestão e Projetos, informou que a obra de pavimentação asfáltica da ERS-265, trecho entre Pinheiro Machado e Canguçu, está no cronograma 2012/2014 de prioridades do plano de obras do Governo do Estado. 
Segundo o órgão, a obra faz parte do grupo de interesse regional que está em fase de estudos topográficos na Diretoria de Estudos e Projetos da autarquia. Em nota, explica que a licitação da obra está dividida em dois lotes. O lote 1 vai do entroncamento da BRS-293, em Pinheiro Machado, ao da ERS-702, em Piratini, no total de 45 quilômetros de extensão e o lote 2, do entroncamento da ERS-702 ao da BRS-392, em Canguçu, total de 43,45 quilômetros de extensão. Outro trecho da ERS-265, de São Lourenço do Sul a Canguçu, de aproximadamente 36,50 quilômetros, também está no cronograma de prioridades do governo do Estado. 
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística informou que iria notificar o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) a reforçar os serviços de patrolagem e recuperação deste trecho da ERS-265, entre Pinheiro Machado até a localidade do Cancelão, em Piratini. O superintendente do Daer Bagé, Evely Simas, foi procurado mas não deu retorno.
Fonte:  Lucia Schneid
Diário Popular