segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Fuga acaba em choque contra casa na Décio

Segunda-feira- 16 de fevereiro
Sem alternativa, condutor acabou chocando-se com as grades da escadaria de uma residência
Durou oito quadras a perseguição de uma viatura da Brigada Militar a uma moto na madrugada da terça-feira. O fato só teve conclusão na Rua Décio Cipriano Dávila que no sentido em linha reta tem seu final.
Provavelmente, foi isso que impediu o condutor da Honda de conseguir fazer a curva e continuar fugindo. Segundo os policiais que compuseram a guarnição de serviço, ele chama-se Joel Machado e já é conhecido das autoridades.

Ao não ter ângulo para virar à esquerda ou direita em alta velocidade Joel bateu de frente nas grades da escadaria da residência número 600 que demarca o final da via.

Mesmo o choque sendo forte, o que danificou bastante a estrutura em ferro, ele conseguiu levantar-se e fugir a pé por um mato das proximidades.

Segundo os policiais, Joel estava junto a outro motoqueiro, ambos andando em velocidade acima do normal para espaço urbano e, quando avistou a viatura, imprimiu fuga que durou no mínimo oito quadras partindo da Rua 31 de Março nas proximidades do prédio da antiga CRT, até sofrer o acidente.
- Ao contrário dele, nós temos que respeitar a sinalização (placas de Pare) para preservar a vida- explicou um dos brigadianos deixando claro que o condutor invadiu diversas vezes a preferencial, o que lhe deu certa vantagem em relação à viatura.

Ao realizar a consulta da documentação do veículo, constatou-se que a moto está com a documentação vencida. Ela foi recolhida às dependências do quartel para posterior encaminhamento ao depósito do DETRAN.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Gambada é aplaudida na 1ª noite de desfiles

Domingo- 15 de fevereiro
Carros alegóricos deram brilho e beleza ao desfile da entidade carnavalesca
Ao final do desfile que se estendeu por 300 metros de avenida, eufórico e satisfeito, o presidente da Escola de Samba Gambada Sérgio Castro, tratou logo de ter duas atitudes: ao tomar o microfone do carro som, saudar os 350 integrantes da entidade por serem responsáveis diretos do desafio vencido ao fazer a escola ser uma das atrações do carnaval de Piratini. Por último, externar o agradecimento aos empresários da cidade que, diante da sempre pouca verba existente para eventos culturais, foi à mola mestra através de recursos doados e que fizeram a diferença para que as fantasias, alegorias e adereções fossem adquiridas transformando assim o carnaval da entidade uma realidade.

- Foi ótima! Assim classifico nossa apresentação. Vendo todo o esforço e sacrifícios que fizemos para cumprir em fazer um dos melhores carnavais dos últimos anos, o que era a nossa promessa, a reação do público mostra que conseguimos e muito disso devemos ao setor empresarial que através de um numeroso grupo nos ajudou. Eu particularmente estou muito emocionado - disse Castro.

Com o enredo, a Gambada mostra que vale tudo por amor, os carnavalescos se apresentaram com quatro carros alegóricos onde foram divididos 22 destaques, o que, além de dar volume à entidade, foi o fator beleza que mais chamou a atenção devido ao brilho e luxo das fantasias.

Nos carros, o tema enredo se evidenciou. Famosos e históricos amores proibidos já retratados nas telas dos cinemas compuseram as alegorias e vestiram inclusive quem, no chão, mantinha o ritmo empurrado pela bateria de 38 componentes.

- Trouxemos Marco Antônio e Cleópatra, King Kong e a fotógrafa, a Bela e a Fera e, além destes, inclusive em parte de nossas camisetas, um casal com Síndrome de Donw, um deles integrando a bateria, para mostrar que no amor também não pode haver discriminação – lembrou o presidente.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Obras do Caneleira estão novamente paralisadas

Sexta-feira- 13 de janeiro
Cenecí, que é moradora do bairro, está frustrada com a paralisação
Às obras de canalização que levarão água até o Passo da Caneleira, distante um quilômetro e quatrocentos metros do perímetro urbano, foram anunciadas pelo então secretário de urbanismo Carlos Miguel de Ávila Porto em julho do ano passado,. Começaram dois meses  depois quando uma máquina da prefeitura deu inicio a abertura da vala que recebeu os primeiros tubos instalados pela CORSAN.

Mas, desde então, o trabalho vem sendo interrompido diversas vezes, o que frustra os moradores das 17 residências do pequeno bairro que há décadas sofre com a falta de água encanada e depende do abastecimento de um caminhão pipa.

Entre eles, está Ceneci Duarte da Silva, 60 anos,  que demonstra ansiedade pela conclusão e, ao mesmo tempo, diante de anos de espera do que não se concretiza, também um certo descrédito.
- Nos disseram que seria um serviço rápido. Começaram, pararam, e não nos deram mais  nenhuma satisfação. Já estou duvidando se vão realmente terminar – disse a moradora.

A Secretaria de Urbanismo e Serviços Públicos está sem secretário de fato, estando de forma interina nas mãos do titular da pasta de infraestrutura e logística Carlos Alberto Reys.
Procurado, ele não soube informar nada sobre a obra dado sua condição à frente da secretaria.

Buscamos então a gerente da CORSAN, Jane de Castro, que disse também aguardar pela parte que compete à prefeitura.
- Instalamos 400 metros de cano e ainda faltam mil metros de vala a serem abertos para que a tubulação seja colocada. Em um dos contatos com a prefeitura, ouvi que a questão também era de falta momentânea de verbas. Queremos terminar, mas, dependemos deles – alegou Jane.


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Mulher conta que já fez três abortos com Cytotec

Quinta-feira- 12 de fevereiro
No mercado negro, abortífero custa no máximo 400 reais.
Depois que uma adolescente de 15 anos correu sérios riscos de vida ao ingerir no inicio do ano o popular abortífero Cytotec, vendido para este fim no mercado negro, nossa reportagem teve acesso a uma mulher, hoje com 38 anos, que já se livrou de uma gravidez indesejada três vezes ao fazer uso dos comprimidos.
Mãe de dois filhos, um ainda de colo, casada e bem distante da vida que levava ao ficar grávida de pais diferentes e com quem não tinha um relacionamento estável, motivo que a levou a abortar, ela, que aceitou conversar apenas pela internet, conta que já aos 23 anos praticou o primeiro aborto.
-Uma amiga me conseguia os comprimidos. Nunca soube como e onde. Eu sempre usei dois. Um eu tomava e o outro a gente coloca na vagina. Mas tudo isso depende de cada organismo, pois, conheço mulheres que tomaram vários e não adiantou – relata.
Segundo suas experiências, os efeitos colaterais começam com cólicas que, com o passar das horas ficam mais fortes até que tem inicio a hemorragia, sinal de que o feto está sendo expulso do útero.
Sabrina (nome fictício), disse que o sangramento e as dores são é tão intensos que, nas três oportunidades que fez uso sempre precisou ser internada.
- Nunca admiti para os médicos que havia tomado o Cytotec. O nervosismo é muito grande –
Questionada quanto ao que sentia durante e depois de praticar os abortos já que se encontrava ciente de que era a vida de seus filhos que estava sendo tirada, ela responde:
- Muito triste, chocada e aliviada. É horrível. Mas ainda tenho medo de ser castigada por Deus -
Como já tinha um filho quando fez o procedimento criminoso pela primeira vez, havia o risco de ficar com sequelas e, inclusive, não mais engravidar. Isso, para sua sorte, não ocorreu e ela garante que seu estado de saúde é normal.
Tivemos contato com uma fonte a qual garantimos anonimato, que admitiu ser diariamente procurado em Piratini por pessoas em busca dos comprimidos que, em suas versões mais baratas, custam em torno de R$ 100,00 quatro cápsulas, mas, podem chegar aos R$ 400.00.
- Não vendo. Sabe né...é vida. No camelódromo em Pelotas é fácil encontrar – disse.



quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Secretário fala sobre o vandalismo no camping

Quarta-feira- 11 de fevereiro
Sanitários são alvo de roubo e vandalismo constante
No período de férias que culmina com a duração do verão, o camping localizado ao lado do Balneário Carlos Carvalho em Piratini é um dos locais escolhidos na zona sul para o descanso e o lazer das famílias, a maioria de  outros municípios.

Nos últimos anos, as reclamações quanto à estrutura se acumulam e a área onde a sombra é abundante vem deixando a desejar no tocante ao que é gratuitamente disponibilizado principalmente ao turista.

Nesta temporada não foi diferente. A Higiene dos banheiros, rede hidráulica e os problemas com a iluminação foram outra vez a principal causa apontada pelos acampados.

Na sessão legislativa da última terça-feira, o oposicionista Marcial Guastucci foi contundente em suas críticas ao executivo devido às condições do local.

Questionado sobre a situação que inclui a não abertura dos quiosques, o secretário de cultura, desporto e lazer, Diego Espíndola, buscou mostrar o outro lado da questão e que segundo ele é a responsável por 90% das situações precárias que se apresentam no camping.
- Vandalismo. Esse é o real motivo e, acreditem: as ações danosas partem de pessoas da nossa comunidade já que tivemos cerca de 200 acampados este ano e nenhum nos causou problemas – garante o gestor.

Diego disse que no preparo para a temporada de verão, toda a rede elétrica, incluindo alguns postes, foram trocados. Pouco adiantou. Das 80 lâmpadas instaladas apenas 28 não foram roubadas ou quebradas.
- Colocamos uma de muita potência de iluminação no ponto mais alto existente e não adiantou, pois, também foi levada – informou.

Para a situação da rede hidráulica, o que inclui inclusive os registros dos sanitários estragados com frequência e, o consequente desperdício d’água, Espíndola justifica dizendo que este fator ocorre devido ao surgimento de dois novos bairros em torno do camping e que usam a mesma rede, o que aumenta a pressão da água para um encanamento que não está preparado para isso ocasionando o estouro.
- Ainda neste sentido há a imundice provocada e o roubo frequente dos vasos sanitários- completa.

Para finalizar, falou sobre a não abertura dos quiosques.

- Abrimos licitação para ver se alguém se interessava em explorar, mas, as exigências são muito grandes e tínhamos pouco espaço de tempo para oferecer tudo que é exigido. A decisão então foi mantê-los fechados -

Cevada têm quebra que ultrapassa 60% em Piratini

Quarta-feira-11 de fevereiro
Muita chuva e aumento na umidade ocasionaram a quebra na safra em 2014
Em sete anos, seis são bons e um é ruim. É no que os mais “antigos” produtores de diferentes culturas acreditam quando se refere ao clima ideal para o desenvolvimento das lavouras.

O ditado não foi abandonado pelo jovem produtor e empresário Willian  Westerman, que o usa para avaliar 2014, péssimo para as lavouras de cevada e que provocou uma quebra de 60% na produção dos  em 1.500 hectares plantados, 75% deles em Piratini, e o restante em Hulha Negra e Canguçu.

Willian registra que no ano passado, a empresa de armazenamento da família recebeu em seus silos 3.800 toneladas do produto, e agora apenas 1.880, sendo que destas, apenas 1.100 são cervejeiras, passíveis de serem vendidas para a AMBEV e usadas para a confecção de cerveja.
- O restante é forrageira, que se transforma em ração, por exemplo, por terem ficado fora do padrão de qualidade, com grãos pouco desenvolvidos e com índices de microtoxinas acima do que é permitido pela Anvisa, que limita o processamento para que o grão seja transformado em alimento para o consumo humano – explica o produtor.

A causa do aumento de fungos na planta, por exemplo, foi o clima. Um ano atípico com muito mais chuva no inverno e bastante umidade, o que limita a quantidade de luz necessária para a planta se desenvolver.
- Com o tempo assim não foi possível entrar na lavoura para combater as pragas na hora certa. Isso teve um impacto na germinação e fez com que os fungos viessem juntos na hora da colheita levando ao descarte do grão – amplia.

Para a economia do município a partir das lavouras, a cevada não tem um impacto como a soja, que é distribuída em 30 mil hectares pelo município, mas, obviamente, representa um prejuízo que precisará ser pago pelo produtor.
- Para nós, ela não está no topo do faturamento, mas, há um custo do plantio que não se conseguiu pagar, na sua maioria semente, ureia e adubo que são à base da lavoura. De algum lugar esse recurso vai ter que sair, assim, parte do lucro da soja já fica comprometido para sanar estas dívidas – conclui.