segunda-feira, 10 de março de 2014

Projeto ensina e diverte no Balneário Municipal

Segunda-feira- 10 de março
Dia de atividades reuniu cerca de cem crianças no balneário
Em fim de temporada de verão o Balneário Carlos Carvalho  tornou a receber centenas, não pelo calor, já que o termômetro não foi além dos 25 graus, mas invasão infanto-juvenil  foi motivada pelo Projeto de Ação Social Cultura e Cidadania promovido no  domingo, 09, pela Brigada Militar e Grupo Rapel de Campanha de Piratini e apoiado pelo Corpo de Bombeiros de Pelotas,  Sapadores-Bombeiros e Rotary Clube.

Com a finalidade de proporcionar a crianças de 07 a 12 anos  desenvolverem um trabalho com relação à prevenção contra as drogas e a violência, acidentes domésticos e noções de primeiros socorros, os organizadores atraíram bem mais do que esperavam como declarou satisfeito Oscar Barbosa, comandante da Brigada Militar no município.

- Para nossa surpresa, além das cem vagas que disponibilizamos,  adolescentes também quiseram participar do projeto junto com os pequenos – 

Entre os focos trabalhados nas oficinas, também  a conscientização para o trânsito e atividades laborais para a preservação ambiental e ecológica, desenvolvendo ainda a relação interpessoal, comportamento em grupo e  a ajuda coletiva para a formação como cidadão.

Crianças aprenderam e se divertiram nas oficinas 
Incluindo um almoço coletivo, foi um longo dia de atividades educacionais, mas, sem abrir mão do lazer proporcionado pelas brincadeiras realizadas através de pistas de cordas como o rapel e os passeios de caiaque, diversificação que levou a constatação do êxito como  avaliou Barbosa.

- Nossa primeira avaliação foi positiva por termos atendido não só as crianças, mas, também as famílias que confraternizaram ao levarem seus filhos. Já identificamos algumas falhas, o que é comum, e vamos nos reunir para as correções. Mas, por ter sido o piloto apostamos no sucesso e ele veio – analisa o promotor que amplia:

- A intenção é inseri-lo no calendário oficial de eventos do município, o que agora vai depender da Câmara de Vereadores e da prefeitura e, se possível, pretendemos que o projeto ocorra no máximo na metade do verão para poder contar com  projetos como o Bombeiro Mirim e Proerd  por exemplo, o que não foi possível pela data ter coincidido como último dia da Operação Golfinho– finaliza.


sexta-feira, 7 de março de 2014

Justiça confirma condenação de padrasto

Sexta-feira- 07 de março
Exatamente neste 07 de março uma das vítimas dos tantos casos de abusos sexuais quem vem à tona a partir da imprensa em Piratini, completa mais um aniversário e, ao chegar aos 14 anos, contínua em processo de recuperação através do setor psicológico do Conselho Tutelar.
Os inúmeros estupros cometidos pelo padrasto durante os anos de 2006 e 2009 e descobertos há dois anos, não ficaram sem resposta da justiça.
Para evitar que se chegue à identidade da jovem, a promotora Cristiana Chatikin que conseguiu a primeira de duas condenações, requisitou o anonimato do autor dos fatos que teve a sentença agora confirmada pela Sexta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado.
Na sentença, os desembargadores citam que J.C.C, 25 anos,  abusou sexualmente inúmeras vezes durante três anos da enteada quando ela tinha entre 06 e 09 anos de idade.
Os abusos e estupros de fato e tantos outros atos libidinosos que a criança era obrigada a fazer sob a ameaça de que sua mãe seria morta e também com uso de força física, aconteciam quando o condenado ficava a sós em casa com a menina.
Quando o ocorrido chegou ao conhecimento do Conselho Tutelar, a mãe da menina retrocedeu no apoio à filha e orientou para que ela mudasse a versão inicial para inocentar o companheiro com quem também tem uma filha na época com 06 anos.
A nova versão conseguiu ser sustentada por pouco tempo, retornando em seguida a verdade sobre o padrasto que aguardou todo o processo em liberdade e agora deverá ser recolhido para cumprir em regime inicialmente fechado a pena de 10 anos, 09 meses e cinco dias de prisão.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Chatikin anuncia acordo de 500 mil com CEEE

Quinta-feira- 06 de março
Promotora comemora acordo com a CEEE
Num momento em que se discute no país a qualidade do setor energético, os olhares dos gaúchos estão cada vez mais voltados para o deficitário serviço fornecido pelas empresas do ramo, entre elas, a Companhia Estadual de Energia Elétrica, CEEE, que também alimenta as residências de quase vinte mil pessoas em Piratini, cidade castigada durante boa parte do ano com a falta ou cortes, às vezes longos, da luz que geram seguidos e inúmeros prejuízos à população.

No âmbito local, a empresa sofreu a primeira derrota para o Ministério Público anunciou nesta quinta-feira a promotora Cristiana Chatikin.
Resultado de uma Ação Civil Pública também julgada procedente no Tribunal de Justiça do Estado, a companhia aceitou pagar quinhentos mil reais a título de indenização à população, valor reduzido devido ao acordo aceito pelo MP, já que corrigida, a cifra ultrapassava dois milhões de reais.

Mas a ação não mexeu somente no bolso da estatal. Para no mínimo tentar amenizar a constante redução de potência ou falta de luz, o MP conseguiu a garantia de que uma Subestação será construída no município até 2016, o que se não for cumprido pela empresa provocará um acréscimo no montante acordado.

A destinação dos 500 mil reais a serem pagos a partir deste mês, já está acertada. O valor vai financiar projetos que possibilitem Piratini ser incluída nas cidades contempladas com verbas de diferentes esferas destinadas às reformas no Centro Histórico Farroupilha.
- Para captar verbas há a necessidade de que a cidade tenha projetos que tem um alto custo e não há verbas para isso- explica Chatikin que cita exemplos:

- Na recuperação do Centro Histórico o projeto pra revitalizar a antiga cadeia custa 51 mil, para Casa da Camarinha 48 mil, para o entorno da igreja, 32 mil e para ocultar a rede elétrica 171 mil. Esses valores inviabilizam a participação de Piratini e com esse acordo será possível – acredita.

Crochê amplia renda de artesã em Piratini

Quinta-feira- 06 de Março
Artesã aumenta a renda fazendo crochê
Uma agulha nas mãos e o singelo novelo que escorre pelo espaço a seguir antecedem uma nova criação que permitirá à Marisa Ferreira de Souza, 26 anos, ir além do ganho financeiro obtido com a venda das peças que decoram ambientes que pedem ou aceitam a técnica artesanal chamada de crochê.

Para a cadeirante que tem a locomoção cerceada pela paraplegia, a arte significa um ganho extra, mas, ela não tem dúvida, o ofício representa bem mais que isto.
- O crochê fez eu me sentir mais útil, me acrescentou e me inseriu na sociedade – assegura Marisa.
Ela conta que o gosto pelo crochê teve inicio há doze anos quando junto a uma amiga topou o desafiou para desvendar o segredo dos pontos que hoje se transformam em toalhas, guardanapos, porta- objetos, bonecas e artigos direcionados a linha bebê.

- Decidimos aprender juntas e com força de vontade deu certo. Hoje o trabalho também me distrai e mesmo que meu cotidiano seja produzir não consigo fazer estoque de produção – conta a cadeirante.

Neste sentido as reclamações se ampliam, pois a falta de capital de giro para a compra de matéria- prima em maior quantidade impedem seu espírito empreendedor  de ir além.
As carências não impedem a criatividade que hoje devido o auxílio às redes sociais ganhou um aliado.

- Recorro à internet não só para ampliar o lado criativo, mas, também para desvendar e aprender pontos ainda desconhecidos – confessa.
Grande parte, senão a totalidade com o que é ganho como as criações, é gasto com a cara manutenção da cadeira motorizada usada para se locomover com maior independência.



quarta-feira, 5 de março de 2014

Sanitários não impediram atos de vandalismo

Quarta-feira- 05 de março
Dez sanitários foram disponibilizados na Praça do Palanque
Tão cobrados e, sua falta inclusive criticada pela comunidade e meios de comunicação, os banheiros químicos finalmente apareceram na Avenida Maurício Cardoso por ocasião dos bailes de rua promovidos pela Prefeitura de Piratini.

A iniciativa deixa a esperança de que para este ano os sanitários estejam presentes no centro da cidade, principalmente nos festejos farroupilhas, inclusive no desfile de 20 de setembro quando cerca de cinco mil pessoas se aglomeram numa faixa de duzentos metros para prestigiar a passagem dos cavalarianos.

A cobrança é justa porque diante de tamanha presença em um curto  período de tempo, as pessoas não tem onde fazerem suas necessidades fisiológicas passando pelo transtorno de recorrerem às casas em torno da Praça Inácia para usarem um banheiro.

No caso específico do carnaval, as cobranças ao poder público até o ano passado são  devido a imundice constatada a cada amanhecer já que paredes, portas e portões serviam como local para quem deixava a educação de lado.

Mas este ano e neste ponto pouco mudou. Mesmo com dez sanitários químicos implantados junto ao local da folia, ainda assim, casas ao redor da Praça Inácia Machado da Silveira novamente serviram de banheiro.

O secretário de turismo, desporto e lazer, Fladimir Gonsalves comentou o ocorrido e lamentou a continuidade dos episódios.

- Instalamos os banheiros para não causar desconforto às pessoas tendo que procurar casas ou bares para fazerem suas necessidades então, se assim mesmo ocorreu, foi por uma questão de faltam de educação e não por ausência de estrutura – disse. 

Carnaval tem cinco casos de Maria da Penha

Quarta-feira- 05 de março
Apesar dos incidentes registrados durante os quatro dias de folia, o delegado titular de Delegacia de Polícia Civil de Piratini, Edson Ramalho avalia como positivo no que diz respeito à área policial, o carnaval de Piratini.
Entre os registros, cinco ocorrências de agressão entre casais e que geraram procedimentos baseados na Lei Maria da Penha. Apenas um aconteceu em via pública e nas imediações da Avenida Maurício Cardoso onde se concentrou o maior número de foliões.
Todas as demais foram em âmbito doméstico e, no mínimo duas delas chamaram a atenção dos policiais devido as suas circunstâncias.

No Bairro Santa Isabel, uma situação atípica. Um homem tentou agredir a companheira e acabou levando a pior ao ser surrado por ela que o atacou com socos na face.

Já no Bairro Calcário, um jovem casal de namorados também entrou em confronto, mas, neste caso, a jovem teve o nariz quebrado após ser agredida com um soco.

Na rua central Crispim Duarte Gomes, também próximo aos festejos ao ar livre, uma briga generalizada rendeu ao empresário Rudi Leitske um prejuízo ainda contabilizado ao ter a porta de vidro de seu restaurante destruída pelos brigões. Na mesma ocorrência um carro também foi atacado e teve o para-brisa quebrado.

Um homem que se envolveu em um dos episódios e que foi bastante surrado encontra-se internado no Hospital Nossa Senhora da Conceição.