quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Médico de Rio Grande é condenado por abusos sexuais


Foi condenado a 24 anos e três meses de prisão, em regime fechado o médico angiologista, Francisco Martins de Castro, pela prática de abuso sexual. A denúncia chegou à 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Rio Grandeatravés dos relatos de uma senhora que disse ter sido abusada sexualmente. Depois disso, outros casos foram relatados à Promotoria e após tramitar pela Justiça, no último dia 30 de setembro, foi publicada a decisão do juiz Ricardo Arteche Hamilton. 


De acordo com a promotora de Justiça que recebeu a primeira denúncia, Nathalia Swoboda Calvo, constam no processo seis fatos denunciados por diferentes vítimas. Dos processos que correram na 2ª Vara Criminal de Rio Grande, quatro casos de abusos foram confirmados. O médico foi absolvido de uma das acusações. Outro fato, que instituía a punibilidade da vítima, já foi recorrido pela Promotoria e aguarda julgamento no Tribunal de Justiça.

O angiologista de 58 anos está preso desde 14 de março. Embora tenha entrado diversas vezes com pedido de revogação da prisão preventiva a solicitação não foi aceita. 

Contraponto
Segundo o advogado de defesa, Aury Lopes Júnior, a parte recorrerá da decisão do juiz nos próximos dias pedindo a reexaminação das provas e buscando a absolvição do médico. “A questão não foi bem tratada, analisada. A defesa vai recorrer por acreditar que não há provas para condenação, ainda mais nesse patamar de condição”, diz.  

Relembre 
Na época, as denúncias sobre o caso de abuso sexual envolvendo um médico rio-grandino chegaram a 11 vítimas. A delegada Caroline de Bem, titular da Delegacia para a Mulher, resolveu investigar as primeiras denúncias e descobriu que o médico mandava as mulheres trocarem de roupa e vestir um jaleco em sua frente, e aplicava uma injeção que as deixava semi-inconscientes e depois as abusava sexualmente. 

A substância injetada, segundo relato das vítimas, deixava as pacientes incapazes de qualquer forma de reação, mas não lhes tirava totalmente a consciência de forma que elas viam tudo acontecendo. Durante cumprimento de busca, a polícia encontrou no consultório do angiologista vaselina sólida, uma calcinha, géis de massagem e CDs musicais diversos. No local também tinham prontuários de atendimento constando o nome de algumas das vítimas. Outros indicavam a transferência de pacientes da Santa Casa para o consultório. Com base nas acusações a Justiça decretou a prisão preventiva do acusado no dia 14 de março e ele foi encaminhado à Penitenciária Estadual de Rio Grande (Perg)

Fonte:Diário  Popular

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