quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Simpagode faz a alegria das crianças no P. Reinaldo

Quinta-feira- 21 de dezembro de 2017
No Bairro Padre Reinaldo, momentos de alegria com presentes e o bom velhinho
Valdenir da Luz Silveira, 45 anos, funcionário público municipal e motorista da saúde, com o passar do tempo virou simplesmente Simpa, um garoto adotado ainda criança por uma figura muito querida na comunidade por sua bondade com os pacientes que transportava pela Secretaria de Saúde e que atendia simples e carinhosamente por Jabu, que em outubro deste ano morreu vítima do Diabetes.

Nas conversas entre pai e filho, Simpa recorda que algumas vezes confessou a Jabu que gostaria de fazer alguma coisa pela comunidade onde até hoje reside: o Bairro Padre Reinaldo, o mais carente de Piratini. Um dia, como conselho, ouviu do pai: filho faz solidariedade com a própria solidariedade, ou seja, peça à comunidade que ela responderá.
Pertencente há uma geração onde o sonho de qualquer criança era ganhar, no natal ou não, uma bicicleta, Simpa viu o tempo de infância junto aos seus dois irmãos passar, e as condições financeiras do país impedir naquela época, a realização do sonho de qualquer pequeno, pobre ou não: ganhar uma bicicleta.

O jeito foi se virar com que a criatividade permitia, assim, criar e soltar pipa, fabricar os populares carrinhos de rolimã, trens de lata e jogar bolinha de gude, o que não deveria ser menos prazeroso.

Mas todos viraram adultos, depois pais de família e a era tecnológica chegou, e ter uma duas rodas, para muitos meninos e meninas, deixou de ser um grande desejo, sendo substituído inicialmente por videogames de última geração e ultimamente or telefones e Smartfones .

Infelizmente, a pobreza, em muitos lugares ainda extrema no Brasil, só faz aumentar e  nessa classe, a chamada magrela,  outro nome popular dado à bicicleta, contínua sendo motivo de sonho  e de olhos brilhando para uma criança quando este é realizado.

Mas têm algo bem pior que não ganhar uma bicicleta: é perder o encanto pelo bom velhinho, o Papai Noel. Para impedir isso, significa ao menos ganhar um brinquedo na data que mexe com as emoções das pessoas.  Pois bem: havia muito pouco tempo, na verdade, seis dias da data  determinada que foi essa quinta-feira, 21 de dezembro, o ue foi possível, pois Simpa, a família e os integrantes de seu grupo de pagode, decidiram mudar essa realidade  e tornar possível à alegria de uma criança.

Para que isso fosse viável, o motorista da saúde assim como o pai, foi à imprensa, aos amigos, ao comércio e o resultado foram centenas de agrados doados para a campanha batizada de Natal Solidário.

Foram no mínimo três dias onde todos corriam de um lado para outro, usando seus carros e próprios recursos, recolhendo os donativos e invadiram a madrugada embalando carrinhos e bonecas.
- Não temos dinheiro para comprar embalagens, assim improvisamos colocando os brinquedos em sacos plástico. Tenho cinco filhos e todos têm ou tiveram videogames ou bicicleta, tudo que eu e meus manos não tivemos, tínhamos que fazer alguma coisa – justificou o pagodeiro ao ter em sua sala a maioria dos brinquedos espalhados.

Ele que já presenciou em seu bairro crianças revirando lixo atrás de comida, disse que não pretendem parar por aí. A ideia é se organizar, criar uma estrutura que permita não só ações natalinas, mas também, campanhas do agasalho e de arrecadação de alimentos.

- Aqui no Bairro Padre Reinaldo, por exemplo, muitos pais não têm condições de proporcionar o próprio sustento, colocar comida na mesa dos filhos, imagina então dar um brinquedo ao filho, então, vamos fazer nossa parte- garantiu.
Nessa tarde, ao ver a fila de crianças aguardando para ganhar refrigerante, balas e s tão esperados brinquedos, a satisfação e a certeza do que valeu a pena e que a ação deverá ser repetida e ampliada em 2018.

Nael Rosa- redator responsável
Contato: 53-84586380
Naelrosa@nativafmpiratini.com



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