quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Cães continuam matança no segundo

Animais são mortos todos os dias
A foto é chocante e poderá até desagradar nossos leitores, mas sintetiza com fidelidade os constantes revés que a produção primária continua tendo ao sofrer prejuízos com os ataques de cães no segundo distrito de Piratini

O assunto já ganhou grande destaque aqui em Eu Falei e agora um novo capitulo foi enviado à nossa redação ilustrado por esta foto que mostra os destroços da mãe ao lado do que em breve seria sua cria.
 O produtor Rogério Coelho,(foto) leitor assíduo deste canal, remeteu fotos de novos ovinos mortos por cachorros de caçadores que estão dizimando o rebanho na localidade.
         - Eu como empresário rural deste município já perdi mais de 40 animais este ano, inclusive dois reprodutores adquiridos recentemente por 1500 reais cada, totalizando um prejuízo de 10 mil reais – conta Rogério.

 Participante de um programa governamental para retenção de matrizes no campo, ele diz  que se encontra em uma situação desesperadora, pois o financiamento adquirido é menor que os  prejuízos obtidos pela falta de controle sobre os “predadores” que ali se encontram e seus respectivos donos.
Lembra que quem vai arcar com os prejuízos é a empresa que além das mortes de matrizes e reprodutores tem outros tantos como perda no desenvolvimento dos animais por manejo excessivo, aumento da mão de obra (encerrar todos os dias, vigílias noturnas), e custo de produção por tratamentos extras com os animais mordidos, dentre outros.

- A mão de obra da atividade que ocupa apenas 15% da área em que a empresa atua representa o dobro da mão de obra dos outros 85% que a empresa atua no local  com a criação de bovinos – calcula o criador, que questiona:
- Que incentivos terão os funcionários que cuidam do rebanho  dia a dia, e muitas vezes ajudam as matrizes no parto, fazem mamar cordeiros fracos e criam até mesmo animais guaxos, ao ver esses mortos brutalmente por ataques -

Ele explica que o rebanho nos dias de ataques mostra até mesmo no olhar o nervosismo e o estresse em que se encontram indo contraditório ao que se trabalha, onde se visa o bem estar dos animais para a produção de carne de qualidade.
-Isto está sendo compensatório? Valerá apena produzir ovinos? A quem recorrer ajuda?- finaliza.


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