segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Três vozes em beneficio da natureza


Cantor latino esbanjou simpatia e simplicidade
Em Piratini, a noite de domingo foi marcada pela solidariedade em prol da preservação ambiental e, do palco da Sociedade Recreativa e Cultural 13 de Maio, um trio de vozes de diferentes gerações atraiu e agradou aos que apreciam a música nativista e sul americana.
A juventude da pelotense Natália Hopke e do talento local, Maria Luiza Ferran, responsáveis pelas apresentações que encantaram o seleto público, serviram com aperitivo para a atração principal e que motivou a presença ao evento em beneficio da Cooperativa de Reciclagem de Piratini, Coopiratini, para quem a renda obtida foi destinada e servirá para o conserto do telhado levado por um vendaval em setembro.
Maria Luíza foi a prata da casa que encantou novamente
Dante Ledesma se mostrou avesso ao distanciamento comum a maioria dos artistas do seu quilate e que preferem permanecer isolados do público até a hora da primeira nota musical. Enquanto aguardava sua vez, circulava entre os presentes de forma simples, atendendo a quem o requisitava.
Quando solicitamos que pousasse junto às cooperadas, imediatamente tomou duas delas nos braços e foi logo avisando: “temos que tirar a foto bem agarrados”. 
A frase provocou risos, mas serviu para acabar com a distância entre o artista e as fãs beneficiadas.
- Não pode haver diferenciação entre as pessoas. Sempre lutei para que mesmo reconhecido, famoso ou não, o ser humano não perca sua identidade, porque quando o homem perde isso, não tem direito de ser feliz – declarou Dante, ao Blog Eu Falei.

Natália Hopke agradou com seu  talento
Para ele, a simplicidade abre portas junto aos fãs.
- Acredito que o Dante Ramon que vocês conhecem em um show, é o mesmo que você encontra na rua, no posto de gasolina numa farmácia ou num show beneficente. Não pode haver diferenças entre as pessoas – acredita uma das mais marcantes vozes das Américas.
Quanto à aceitação do convite, atendendo um pedido da família Saleh, Ramon tornou público não só uma marca histórica, mas também, uma atitude nobre que até então preferia manter no anonimato, algo peculiar  a quem pratica a verdadeira solidariedade.
- São 28 anos que canto e desde o primeiro momento que subi aos palcos, em 1984, faço secretamente shows beneficentes, o que hoje não foi possível. Já foram nove mil apresentações e destas, algo em torno de três mil foram para ajudar – contou o artista, que disse ser grato ao pago gaúcho que o consagrou.
- Vivo tranquilo e tenho liberdade e amigos. Aonde vou, alguém sempre abre a porta e vai me servindo um café e isso devo ao Rio Grande do Sul e ao Brasi,l então, o mínimo que o Dante deve fazer é estar cantando aqui -
Conforme informações da organização que teve o apoio de Interact e Rotaract, o evento arrecadou R$ 1.94, 00.

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